sábado, 29 de outubro de 2011

Triângulo das Bermudas: fato ou farsa?

Todo mundo que faz parte da cultura ocidental já ouviu falar no temido e famoso Triângulo das Bermudas. Vários filmes e contos fizeram alusão aos mistérios que rondam essa região da terra com quase 4 milhões de quilômetros quadrados. É uma região supostamente tão tenebrosa que já foi chamada de Triângulo do Diabo. De acordo com os limites geográficos conhecidos, ele liga as Ilhas de Bermudas, San Juan (Porto Rico) e Fort Lauderdale (Flórida, EUA).


Não se sabe exatamente quando a série de mistérios aconteceu. Alguns paranormais historiadores apontam mais de mil casos em 500 anos, inclusive com Cristóvão Colombo (primeiro conquistador da América). Eles envolvem desaparecimentos de navios e aviões, equipamentos que simplesmente perdem as coordenadas etc. Ou seja, passar dentro desta área é um perigo iminente mesmo em tempos de tempestade ou não.

Até por volta do século 17, as naus que viajavam ali rumo à Europa não relatavam grandes acontecimentos anormais. O Mar o Caribe por si só é um verdadeiro caldeirão: uma área com ventos instáveis e mar revolto onde surge grande parte dos furacões que devastam cidades inteiras. Isso já cria uma aura de mistério como a do século 15, que dizia aos navegantes audaciosos: “Não ultrapassem os limites do mar, ou encontrarão cachoeiras imensas com bestas mortíferas”.

A primeira obra documentada sobre os mistérios do Triângulo das Bermudas é de 1950, muito recente, escrita pelo jornalista E. V. Jones, da Associated Press. Desde então o folclore não parou. Vieram relatos em 1952, 1964, 1973 etc. Em 1964, o escritor Vincent Gaddis escreveu “Horizontes invisíveis: os verdadeiros mistérios do mar” em tom sensacionalista; por isso, geralmente, ele é considerado o inventor deste mito contemporâneo.

Para aumentar a crença, em 1975 algumas pessoas publicaram folclores e lendas urbanas em jornais fazendo parecer que era tudo verdade no que se referia a mortes, mistérios e desaparecimentos. Daí, a pequena cidade capital das Bermudas virou um centro de pesquisas ufológicas e paranormais.


Várias explicações têm sido dadas ao longo das décadas para esta série de fenômenos com muitos contextos sobrenaturais: anomalias do campo magnético, restos de Atlântida (o continente perdido), intervenção alien, monstros marinhos, manipulação radioativa etc. Outros poucos acreditam que o Triângulo das Bermudas tenha sido um embuste criado para suscitar medo em plena Guerra Fria (1945-1989).

Tantas explicações têm alimentado a mente das pessoas e alguns poucos têm lucrado absurdamente escrevendo livros, ministrando palestras, promovendo conferências e aparecendo em documentários de grandes canais.

A bússola enlouquecida
Quando se fala em incidente no Triângulo das Bermudas, a bússola enlouquecida aparece na frente como mais comum. Muitos falam em anomalias no campo magnético da Terra, mas até hoje nada foi comprovado. Geólogos dizem que variações são bastante naturais em qualquer parte do globo. Os navegadores sabem disso há séculos, mas o público pode não estar informado e algumas pessoas pensam que existe alguma coisa misteriosa ali.

Atos de morte e de destruição
É mais uma teoria que cai por terra. A área onde está inserido o Triângulo sofre três influências muito fortes para tantas perdas materiais. (1) Trata-se de uma área que era refúgio de piratas até o século 18, que aproveitavam a névoa para atacar navios mexicanos e americanos rumo à Europa, repletos de especiarias e metais preciosos; (2) É uma área tradicionalmente de guerra, um ponto estratégico no meio do Atlântico Norte – ligando os EUA à Europa – e que teve atividade militar intensa entre 1914-1918 e 1939-1945. (3) É uma zona de águas quentes e que, como sabemos, originam furacões terríveis que todos os anos causam muitos prejuízos por toda a costa.

O hidrato de metano
Até a química entra nesta história. Uma explicação de algumas das desaparições aponta a presença de várias zonas de hidratos de metano sobre as placas continentais. Em 1981, o United States Geological Survey comprovou a liberação destes gases na área do Triângulo. As erupções frequentes de metano poderiam produzir regiões de água espumosa que poderiam não dar sustentação suficiente aos barcos. Os experimentos no laboratório têm provado que as bolhas podem realmente afundar um barco em modelo de escala, devido à diminuição da densidade da água. O gás metano também poderia fazer com que os aviões caíssem; o ar menos denso faria com que os aviões perdessem sustentação.


O fato é que mesmo com tantas evidências céticas e empíricas, com longas pesquisas e comprovações de que o “mito” do Triângulo das Bermudas tenha começado muito recentemente, nos anos 1950, as pessoas preferem crer no sobrenatural. Com isso, os fenômenos físico-químicos acontecem, mas mesmo assim a crença em algo maior e inexplicável permanece. Para muitos pesquisadores trata-se de um erro de identidade, mas para outros é uma sucessão de casos que a razão nunca explicará.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Que diabos são as EVP’s?!

Quem acompanha alguns dos programas do SyFy, tais como “Destination truth”, “Fact of faked” e, principalmente, “Ghost hunters” reparou que frequentemente falam em sessões de EVP (às vezes nas legendas aparece a sigla FVE). Isso significa “electronic voice phenomena”, ou “fenômeno da voz eletrônica” e é muito recorrente na paranormalidade para captar sem intencionalidade sons semelhantes à fala, mediante perguntas do interlocutor.

As sessões de EVP são bastante controversas, mas os pesquisadores a utilizam supostamente para se comunicar com espíritos que vagam determinados lugares assombrados. Trata-se de ligar um equipamento (um gravador eletrônico) e fazer as perguntas com total atenção e tranquilidade. O microfone eletrônico seria capaz de captar sons de frequências físicas que nossos ouvidos não são capazes de perceber, por isso a análise pós-gravação é muito importante.

Alguns cientistas e céticos afirmam se tratar apenas de transmissões de rádio dispersas e ruído de fundo, porém, muitas pessoas afirmam que estes sons são de origem paranormal e que os sons audíveis são na realidade as vozes dos espíritos de pessoas mortas a comunicar com o mundo dos vivos.

No Brasil, no final da década de 1970 que a EVP tornou-se mais conhecida, sendo estudada por vários cientistas renomados e pesquisadores independentes ligados ao espiritismo. Até a segunda metade da década de 1990 eram ministrados cursos temáticos e observação em conjunto de gravações. Mas nos Estados Unidos que há pesquisas de campo mais fortes e exemplos mais contundentes.

Apesar dos vários casos que deixam todos de boca aberta, muitas sessões são na verdade transferência eletromagnética e de comunicação, como frequência de rádio e sinais de televisão captados por rádios, gravadores e televisores.

Vale ressaltar que, de acordo com os estudiosos em paranormalidade, as vozes captadas nas EVP’s não são espíritos vindos do céu ou do inferno, mas sim pessoas que estão com a alma perdida por aí esperando uma forma de se libertarem da terra para encontrarem o descanso eterno, ou terem a punição merecida.

O fato é que as pesquisas dos fenômenos das vozes eletrônicas continua, mas graças às fraudes comuns e ao ceticismo por parte da comunidade científica fica difícil criar um paralelo que dê credibilidade à maioria, principalmente quando estes estudiosos estão na televisão fazendo programas de caça a monstros em lugares perdidos do planeta.

Há muitos exemplos de EVP’s no You Tube, mas nenhum em português para que eu possa postar aqui na qualidade de exemplo. Quem souber inglês o suficiente, fica a dica e muito boa sorte!

sábado, 22 de outubro de 2011

A verdadeira batalha de Los Angeles

A batalha de Los Angeles foi parar recentemente nos cinemas, mas poucas pessoas sabem que ela tem fundamentos bem reais. Ou pelo menos quase reais. O fato envolve a inauguração da ufologia contemporânea, em um ocorrido que ainda envolve muito de mistério e de teorias da conspiração.

Na noite de 24 para 25 de fevereiro de 1942, sirenes dispararam por todo condado de Los Angeles e as autoridades ordenaram um blecaute controlado da cidade. Por volta das 3h15 da manhã o comando militar instalado em Long Beach começou a atirar para o alto, para algo não identificado, consumindo mais de 1.400 cápsulas de balas de longo alcance. A “batalha” se seguiu até às 4h20 da manhã e, finalmente, às 7h30 o blecaute acabou.

Não há muitas referências sobre o ocorrido, apenas esta foto abaixo:


A mídia fez grande sensacionalismo em todo território norte-americano. Abaixo uma edição do “Los Angeles Times” do dia seguinte, comentando a chamada “batalha de LA”. Várias casas e prédios foram destruídos pelo fogo amigo, enquanto três civis morreram com o tiroteio e outros três foram vítimas fatais pelo susto.


De acordo com investigações posteriores, o caso foi uma confusão relacionada com a psicose da iminência de ataques japoneses no continente americano, uma vez que meses antes Pearl Harbor, no Havaí, foi atacado em 07 de dezembro de 1941, o que ocasionou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1930-1945).

Alguns ufólogos entusiastas ainda contribuem com a teoria da conspiração e falam em um caso genuíno. Outros falam em balão meteorológico e confirmam a hipótese da histeria coletiva, com medo excessivo da população nos ataques que assolavam cidades europeias ocorressem também no continente americano, o que nunca ocorreu.

O caso jamais poderá ser totalmente solucionado, uma vez que há pouquíssimas fontes primárias para que possa ser investigado a fundo e imparcialmente, como todo o caso de algum objeto voador não-identificado envolvendo assuntos militares. O que resta é tentar usar a racionalidade e menos a paixão.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Quando nós postamos...

Esclarecendo uma dúvida simples: quando o blog FATO E FARSA é atualizado. Por enquanto, quando ainda estamos iniciando nossas atividades, as atualizações de textos novos acontecem duas vezes por semana; anotem aí: às quartas-feiras e sábados sempre vamos trazer novidades e curiosidades.

Pretendemos, assim que possível, aumentar a oferta de dias postados aqui no blog, mas isso ainda não é possível, uma vez que é uma equipe de um homem só - que pesquisa, edita, escreve e posta. E este homem tem outras atividades acadêmicas e laborativas.

Um grande abraço a todos, e até amanhã, quando vou postar uma novidade aos queridos leitores.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como se tornar um ufólogo?

A ufologia é um conhecimento bastante complexo, parecido com a teologia, uma vez que ela lida com aquilo que não temos conhecimento se realmente existe ou não. No entanto, ao contrário da teologia, é um tipo de investigação que ainda não conta com cursos superiores (de vez em quando há cursos ministrados por ufólogos conhecidos, mas são aulas livres, sem certificação acadêmica) e vai mais da paixão da pessoa pela área.

Há poucos ufólogos que vivem disso; geralmente, as pessoas se dedicam à ufologia como hobby, pois têm uma profissão para o custeio da rotina e pagamento das contas. Os poucos que ganham dinheiro o fazem escrevendo livros, montando sites patrocinados ou participando de convenções dando palestras (mas esses são realmente muito poucos pelo mundo afora).

Então, como se tornar um ufólogo? É uma questão simples, mas que demora tempo e o principal: o reconhecimento de um grupo já estabelecido, como é o caso da MUFON, a rede internacional de investigadores e colaboradores.

O grande problema é que a ufologia caiu na piada popular muitas vezes graças aos filmes de ficção científica. Os estudiosos desta área são sempre retratados dentro de um estereótipo como loucos nerds buscando seres verdes ou cinzentos, e isso não é bem assim. Basicamente esta área está dividida em duas: a macrobiológica (aquela que procura vida inteligente como nós) e a microbiológica (aquela que busca por micróbios, fósseis em asteroides que caem aqui). A área macrobiológica da ufologia é a mais divulgada.

Então vamos ao que interessa. Quais são os passos para se tornar um ufólogo?

1. Gostar muito da área e estar disposto a fazê-la, muitas vezes, como colaborador, sem ganhar nenhum tostão por isso, sob risco de ser taxado como louco pelos outros;

2. Ter conhecimentos medianos de alguns temas: física, astronomia, história, design digital (para poder reconhecer fotos falsas e vídeos produzidos em computadores), meteorologia, química, engenharia mecânica (para saber se aquilo que foi visto tem um comportamento de um Ovni ou de um aparelho militar comum) etc.

3. Ler muitos livros da área, para conhecer os casos clássicos, conhecer os grandes paradigmas, as grandes farsas, os casos que ainda estão em aberto etc.

4. Participar de eventos da área, bem como das áreas relacionadas ao tema da ufologia (física, astronomia, meteorologia);

5. Ter o mínimo de equipamentos de observação astronômica;

6. Ser conhecido e reconhecido pelo grupo de ufólogos da sua região (se houver algum) e até do país. Dizem que é bom associar-se à MUFON, quando você receberá as atualizações e poderá conhecer as pessoas que estudam o que você também tem interesse.

Depois que esses passos foram dados, o que pode levar anos ou até décadas, você já pode ser considerado um ufólogo. É importante o primeiro tópico, que é o primeiro passo: ter a coragem de assumir-se como tal perante uma sociedade que tende a marginalizar quem pesquisa áreas como a ufologia e a parapsicologia.

Uma boa sorte a quem ficou interessado!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O extraterrestre na reportagem de TV na Argentina...

Há alguns anos esse vídeo abaixo virou um tremendo hit na internet, causando verdadeiro alvoroço entre algumas comunidades de ufólogos. O vídeo mostra uma reportagem de uma TV argentina, na Patagônia, sobre um problema de água; ao fundo, um ET passearia todo serelepe.

De acordo com o que foi dito na época, só repararam o tal ET na hora que a matéria foi ao ar. Com isso, boom, ganhou o mundo! Causou o tal alvoroço. Confira o vídeo abaixo:



Pois bem, a equipe do programa “Fact or faked”, do SyFy, correu atrás dos fatos e descobriu ser uma farsa. Na realidade, uma brincadeira. Os apresentadores do programa encontraram o editor de vídeos da emissora, que assumiu o feito em um programa de três dimensões. Diz ele que fez como uma piadinha para ver até aonde iriam os boatos.

Isso aconteceu porque a Patagônia argentina é uma área com grande atividade de observação astrofísica e ufológica. Várias pessoas relatam terem visto de tudo um pouco: luzes, barulhos, objetos estranhos etc.

Que tristeza para a comunidade de ufólogos cataclísmicos. Segue abaixo o vídeo do programa falando com o responsável pelo feito...


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

No SyFy...

Para quem gosta de programas sobre mistérios e coisas bem insólitas, com direito a responderem alguns mistérios bem interessantes, o canal SyFy é um prato bem cheio. Destaco quatro deles que valem a pena serem conhecidos.

DESTINATION TRUTH
Terças às 21h
Quartas às 14h
Sextas às 12h

FACT OR FAKED
Terças às 20h
Quartas às 00h e às 13h
Sábados às 11h

GHOST HUNTERS
Terças às 22h
Quartas às 11h

GHOST HUNTERS INTERNATIONAL
Terças às 19h
Quartas às 12h

Cada um destes programas tem uma peculiaridade, o que o transforma em algo bem interessante para os telespectadores. Para céticos pode ser um escândalo, por recorrerem frequentemente a sessões de EVP (fenômeno da voz eletrônica). Se você é cético demais, deixe a razão extrema de lado e divirta-se!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Viajante do tempo no Canadá (?!)

Pois é, nas últimas semanas várias pessoas comentaram esta fotografia abaixo, tirada no final dos anos 1930, no Canadá, durante a inauguração de uma ponte em South Fork. O detalhe impressionaria: um rapaz segurando uma câmera portátil, com roupas e óculos modernos. Realmente, é de chocar!


Esta foto, lembrando, não é nenhuma montagem de Photoshop. Ela está em um pequeno museu da localidade e no início da década de 2000. Um site chegou a fazer uma brincadeira: "O que um viajante do tempo estaria fazendo no meio do nada absoluto do Canadá?". Realmente, faz sentindo. O fato é que em 2004 repararam neste moço e, então, a fotografia ganhou o mundo.

É fato, e não uma farsa! Isso mesmo. Mas não significa que a gente vá ter contatos com homens de 2051. Vamos por partes, ok?

1. O rapaz está no meio de pessoas já em idade avançada, então sua indumentária se destaca naturalmente dos demais.

2. Esses óculos já estavam na moda desde 1935. Veja abaixo a foto da atriz Barbara Stanwyck em 1944. Moderninhos, não? Pois é. Não há demais neles.


3. Já o casaco com a letra poderia ser encontrado no mercado desde o início da década de 1930, uma vez que os times de baseball, hóquei e futebol americano já eram bem populares. Veja abaixo um casaco de lã de 1934, dos EUA. Isso diminui mais ainda a teoria da conspiração de que homens do futuro estariam nos visitando.



4. Finalmente, a câmera. Não há o menor anacronismo nela. A Kodak já estava fabricando as primeiras portáteis naquela época, e que auxiliaram muito o trabalho do jornalismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Veja abaixo o modelo que o "viajante do tempo" porta em mãos:


Ou seja, podemos dizer que não é bem um fato, muito menos uma farsa. Trata-se apenas de um tremendo erro de identidade, o que ganhou o mundo através dos emails de boatarias. Viva a pesquisa!

Primeiros parágrafos...

Nos últimos tempos tenho percebido como a internet acabou tornando-se um território livre para todos os tipos de informações virais; a câmera digital e a câmera portátil no celular ajudaram a disponibilizar de tudo na rede, e o You Tube facilitou mais ainda este processo.
Todos os dias recebo emails com fotos, vídeos e uma série de boatarias. Portanto, agucei a minha veia jornalística na tentativa de investigar um pouco, ou então o desejo de falar um pouco sobre mistérios ainda insolúveis que a humanidade tem construído ao longo dos milênios.
Então, se você também quer saber dos diversos fatos e farsas que estão por aí, seja bem-vindo ao meu blog que está dando os seus primeiros passos. Voilà!