sábado, 10 de dezembro de 2011

Marte e os seus vários canais...

Será que os primeiros visitantes de Marte tragam consigo alguma espécie de vida orgânica, mesmo que fossilizada? Pode ser um musgo qualquer, um fungo, uma bactéria etc. Esse fascínio ronda o ser humano desde que voltamos nossos olhos para o planeta vermelho.

Recentemente, escrevi um texto que fala sobre os estudos da exobiologia, que busca o indício de vida fora do nosso planeta. Leia clicando aqui!

A ideia de que as condições em Marte eram bem semelhantes à da Terra hoje e que o planeta poderia ter sido habitado por uma raça de seres evoluídos persistiu até o final do século 19. Essa teoria recebeu um imenso incentivo em 1877, quando o astrônomo italiano Giovani Ciaparelli anunciou a descoberta de linhas estreitas e regulares que atravessam os desertos marcianos, os quais ele deu o nome de “canali” – ou seja, “canais” em italiano.


Embora o italiano nunca tivesse afirmado que estes canais eram construídos artificialmente, a palavra “canais” causou um grande impacto e, alimentada por piadinhas e pela ficção científica reinante já naquela época, a imaginação popular facilmente concluiu que a existência de canais implicava a existência lógica de construtores.


Desde então, a teoria dos marcianos evoluídos só fez crescer, principalmente após as primeiras sondas revelarem fotos daquele solo arenoso. Astrônomos mais entusiastas viram além dos canais: possíveis pirâmides, verdadeiras ruas, templos e até mesmo um possível rosto – que mais tarde vou detalhar em um post específico.


O astrônomo americano Percival Lowell, que se dedicou a estudar os canais, defendeu a teoria de que esses eram provas irrefutáveis da existência de uma vida inteligente em Marte, argumentando que os marcianos, dotados de inteligência, tinham aberto esse vasto sistema de canais para irrigarem os desertos, aproveitando os reservatórios de umidade existentes nas calotas polares daquele planeta.

Lowell se dedicou tanto a esse estudo que fundou um observatório no deserto do Arizona somente para esse fim. Chegou à conclusão de que realmente o planeta vermelho era escasso de água. Partindo da suposição de serem canais artificiais, ele chegou à conclusão de que Marte teria sido habitado por uma raça ainda desconhecida e que viveu uma realidade bem próxima ao ser humano durante o período antigo da Crescente Fértil – egípcios, sumérios e mesopotâmios.

O fato é que teorias como estas continuam sendo sustentadas por pequena parte de astrônomos mais sonhadores, que não se conformam com a maior dúvida de todas e que, talvez, nunca poderemos responder: será que estamos sozinhos?