quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um fascínio antigo: a viagem no tempo. Será possível?

Desde que o homem é homem tem o fascínio em poder ir para trás e para frente no tempo. A mobilidade pelo tempo é um sonho antigo que figurou as primeiras mitologias e até hoje permeia o cinema de ficção científica desde as primeiras produções cinematográficas. Entretanto, ao que tudo indica, vamos padecer com este sonho porque as possibilidades são nulas do ponto de vista da física. Quem tenta estudar essa possibilidade de manipulação do espaço e do tempo reclama que Hollywood vive de ridicularizar os cientistas, mostrando-os como loucos e débeis.

Para os físicos contemporâneos, a ausência de turistas do futuro é o argumento mais forte contra a teoria da viagem no tempo; junto a isso, ainda falamos em Hitler, Stalin e Nero, ou seja, ninguém saiu do futuro e foi ao passado intervir nas grandes atrocidades e genocídios da história. Nesse caso específico o maior problema consiste em explicar como é que mudanças no passado não parecem mudar significativamente a história. Uma explicação possível sugere que logo que a história é mudada, todas as memórias são automaticamente alteradas de modo a refletir essa mudança. Nem o personagem que muda a história perceberá de tê-lo feito porque não se lembraria do como as coisas eram antes.

Uma das possibilidades de viajar no tempo nasceu da Teoria da Relatividade de Einstein através dos “buracos de minhoca” no universo, que são espécies de túneis (ainda desconhecidos oficialmente) onde seria possível atravessar para tempos e dimensões diferentes. Pode parecer coisa de louco, mas é bem fascinante. Entretanto, cai por terra essa probabilidade porque para se viajar num buraco de minhoca necessita-se ter velocidade da luz, e nada consegue chegar a essa velocidade (299.792.458 metros por segundo) a não ser a própria luz.

As outras teorias têm dimensões mais que gigantescas: cordas cósmicas, cilindros de tamanhos planetários. Estruturas impossíveis de serem construídas, com elementos ainda negativos (ou seja, ainda desconhecidos por nós e que talvez nem existam no universo).

Para deixar a cabeça com um nó ainda maior, alguns físicos dizem que o homem pode, um dia, até chegar a viajar para o futuro. No entanto, não há certezas se poderá voltar ao passado, uma vez que o evento já aconteceu.

Na ficção científica a coisa é moleza...
H. G. Wells escreveu “A máquina no tempo” no século 19, que rendeu dois filmes maravilhosos sobre o tema. Mais tarde, “De volta para o futuro” fez a viagem no tempo parecer brincadeira de criança através do clássico DeLoren. Há elementos-chave que sempre compõem este tipo de roteiro: o personagem perde controle da viagem e não se fazem alterações na história oficial.


Nessa ficção, se você reparar, as mudanças na história criam uma nova linha do tempo, uma história paralela. A linha do tempo “oficial” continua a existir. A outra é vista como uma dimensão metafísica. O viajante no tempo abandonou essa linha do tempo e encontra-se agora em outra. Assim, a história é como uma fita de um filme onde tudo já está fixo e nós só assistimos.

Ou seja, a viagem no tempo nos termos que conhecemos atualmente ainda é tão-somente um sonho que temos de poder mudar os erros do passado, mas a falta de “turistas” vindos do futuro torna o pensamento somente em uma tremenda ilusão. Resta-nos o conformismo.