sábado, 5 de novembro de 2011

Celular aparece em filme de Chaplin, de 1928 (?!)

Um vídeo tem causado fervor na internet entre as pessoas adeptas às mais variadas teorias da conspiração. Trata-se de uma humilde figurante no longa-metragem “O circo”, de Charlie Chaplin. Na imagem, ela passa ao fundo parecendo falar em um aparelho de telefonia móvel. Meu Deus, mas como assim? Segue o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões:



Recentemente eu já havia publicado a história do viajante do tempo em uma fotografia canadense. O post pode ser lido clicando aqui.

Esta nova história é a seguinte: o cineasta irlandês George Clarke que fez a tal descoberta em outubro de 2010, e jura por tudo que há de mais sagrado que não fez a manipulação. E realmente não fez. Quem alugou o filme disse que realmente a senhora supostamente viajante do tempo está nas imagens passeando com seu curioso aparelho.

Muitas pessoas devem recordar que Chaplin sempre gostou de brincar com anacronismos, como por exemplo a sátira à sociedade industrial capitalista em “Tempos modernos”. Mas prever o futuro e colocar em cena (ainda mais como mera figurante) uma senhorinha viajante do tempo seria demais, não?

O curioso é que quando analisamos e reanalisamos a cena parece, realmente, que a senhora está falando ao celular. Mas, para a tristeza de quem adora uma teoria da conspiração, há uma explicação certa e plausível totalmente fora da linha de ficção científica, até porque em 1928 a comunicação de massa por ondas eletromagnéticas ainda estava começando; as transmissões de rádio ganhavam o mundo aos pouquinhos.

Para quem acredita na teoria da viajante do tempo falando ao celular, faço uma simples pergunta: como o aparelho estaria funcionando se não havia antenas de transmissão? Esta uma pergunta simples, pois atualmente, em pleno século 21, ainda temos problemas de recepção no celular!

Resolvendo o caso de forma plausível...
Alguns blogs na internet supõem que a figurante de Chaplin não seja uma viajante no tempo, mas que ela esteja usando este aparelho abaixo, uma espécie de corneta para auxiliar na audição de pessoas que estavam ficando surdas. Segundo vários sites e pesquisadores, estes “aparelhos auditivos” eram muito usados.




A corneta era tão comum que havia modelos variados, com diversos tamanhos, para todos os tipos de bolsos.



Esta é a explicação para o fato da senhorinha viajante do estar “falando ao celular” em 1928, mesmo sem torres de transmissão; trata-se apenas de uma pobre senhora surda usando um aparelho para tentar ouvir melhor.