sábado, 31 de dezembro de 2011

O enigma de Stonehenge...

Julga-se que a construção de Stonehenge, o grande círculo de gigantescos blocos de pedra na Inglaterra, teve início perto do ano de 1.950 a.C., cerca de 500 anos após a construção das maiores pirâmides do Egito. Atualmente é um dos pontos de turismo da região, local de historiadores, ufólogos, paranormais, bruxos e arqueólogos.


Quer conferir no Google Earth ou no Google Mapas? Basta colocar essas coordenadas no campo de busca: 51.178864, -1.826214 e voilà!

Até há bem pouco tempo acreditava-se que este é um monumento druida, como um templo para adoração do Sol e local de sacrifícios humanos. Os modernos estudos arqueológicos mostram que Stonehenge antecede a passagem dos druidas pela terra em mais de mil anos, tendo sido construído em três fases dentro de um período de 500 anos.

Os arqueólogos dizem que o início da construção se deu por algum povo neolítico que chegou às ilhas britânicas por volta do ano 3000 a. C. Presume-se que a etnia beaker, povo bastante desenvolvido do final da Idade da Pedra e início da Idade do Bronze transportou e ergueu os 60 monólitos de pedra azulada, cada um deles pesando mais de quatro toneladas, que provavelmente os trouxe das Montanhas Presely, em Gales, sobre rolos de madeira.


Já os círculos interiores – dois blocos verticais que sustentam outros horizontais –, de arenito, teriam sido erguidos decorridos cerca de 200 anos, talvez na Idade do Bronze, pelo povo conhecido como wessex. Depois, seguiu-se a construção dos monólitos do círculo exterior, trabalho duro que terminou por volta de 1400 a.C.

No início da década de 60, o astrônomo americano Gerald Hawkins afirmou ter finalmente decifrado os mistérios de Stonehenge, que podia ser descrito como uma espécie de computador pré-histórico, com a função de permitir a elaboração de cálculos complexos sobre o nascer e se pôr do Sol, movimentos da Lua e ocorrência de eclipses. Assim, a disposição das enormes pedras deixava bem clara a posição dos astros em determinadas épocas do ano, como as datas das mudanças das estações do ano.


A teoria de Hawkins é, atualmente, a mais aceita e plausível: os sacerdotes-astrônomos faziam em Stonehenge suas previsões para eclipses, mudanças nas estações do ano etc. Enquanto isso, há o movimento de pessoas que dizem ter sido obra de deuses astronautas, aliens etc.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Considerações sobre a maçonaria...

A maçonaria sempre foi envolta de mistérios, de boatos, de histórias, de medos e de teorias conspiratórias. O fato é que o tal “segredo da maçonaria” vai se perpetuar e acabou sendo um folclore, uma lenda urbana; em pleno século 21, com várias tecnologias à disposição, será que ninguém jamais ousou revelar o tal segredo? Costumo dizer que o segredo é a própria aura da existência maçom: o segredo já não mais existe, mas o folclore vai permanecer.

Na realidade, “maçonaria” é a forma reduzida e usual do termo maior: “francomaçonaria”: uma sociedade discreta e reservada (não é uma sociedade secreta), pois suas ações dizem respeito somente aos interesses de quem é associado a ela. A maçonaria não é uma religião, uma vez que seus membros são de credos diferentes, mas sim uma entidade filantrópica.


Vamos, então, a algumas considerações sobre a maçonaria, tentando elucidar alguns boatos:

1º) Não é uma religião. Lá há católicos, protestantes, judeus etc. Inclusive, muito dificilmente, ateus são aceitos como membros de maçonaria;

2º) Para entrar lá o homem deve ter autorização da esposa e da família, bem como acreditar em Deus, ter boa índole, respeito à família, possuir espírito filantrópico e sempre estar em busca de consertar a si mesmo em suas atitudes erradas;

3º) A ajuda mútua entre os membros faz com que o maçom cresça no seu negócio. É muito comum um maçom comprar produtos na loja de um outro maçom para ajudá-lo na prosperidade financeira. Eles creem que a bênção da prosperidade é um sinal de ajuda de Deus, lembrando o raciocínio calvinista;

4º) Não há muitos maçons no mundo: pouco mais de sete milhões, sendo que a maioria (52%) está nos Estados Unidos. No Brasil há pouco mais de 170 mil membros;

5º) Na maçonaria não há ritos de ocultismo, bruxaria e misticismo, justamente por não se tratar de religião e abrigar homens de diversos credos. Bem como é inverdade associar a origem aos egípcios ou aos hebreus. A maçonaria não é tão velha quanto a cultura greco-romana;

6º) Segundo os historiadores, a origem da maçonaria remonta a Idade Média. Maçom vem do francês “Mason”, “Pedreiro”. Naquele tempo, o ofício de pedreiro era uma condição cobiçada para classe do povo, pois eram os únicos servos feudais que não eram presos à terra – deveriam se movimentar para construir estradas, castelos, igrejas e iam de feudo em feudo. Os segredos da construção eram guardados com zelo, visto que, se caísse em domínio público às regalias concedidas à categoria, cessariam. Também não havia interessem em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a atividade agropecuária dos vassalos.

7º) É por isso que os símbolos da maçonaria são os instrumentos do pedreiro e, por isso, eles chamam Deus de “arquiteto do universo”;

8º) Com as informações acima, historiadores apontam que as maçonarias surgiram na França como os sindicatos hoje em dia: os pedreiros buscavam juntos os seus interesses coletivos e à procura da ajuda mútua;

9º) A maçonaria ganhou a força que tem hoje e a aura de mistério a partir do século 18, com o Iluminismo. Figuras influentes da política se associaram a ela no período de gestação da Revolução Francesa, e as reuniões secretas eram feitas a portas fechadas. É aí que começam a surgir as teorias conspiratórias.


Essas são algumas importantes considerações sobre uma organização que influenciou a política e a história durante tantos séculos, inclusive os movimentos de independência política no continente Americano. Vale lembrar que a história dos Templários não tem nada a ver com a maçonaria: isso tem mais a ver com RPG!

No futuro vou escrever outros posts sobre este assunto. Até lá!

sábado, 24 de dezembro de 2011

A negação da existência de marcianos...

Recentemente, publiquei um post falando sobre os canais de Marte e a teoria proposta pelo astrônomo americano Percival Lowell, que afirmava terem sido construídos artificialmente por seres inteligentes que viveram no planeta vermelho. Essa teoria foi bem aceita entre quem acredita nos homens verdes do planeta vizinho. Os canais marcianos e o famoso rosto na rocha ainda são controversos. Clicando aqui, você relê o post a que me refiro.


As teorias de Lowell contribuíram para a idealização do quadro fascinante de um mundo onde existia uma raça altamente culta, vivendo em paz e trabalhando na execução de projetos que permitissem a conservação de água. Essas teorias encontraram, porém, oposição. Especialistas dizem que as calotas polares marcianas são muito finas (talvez não passando mais do que meio metro de altura), o que dificultaria ser uma vasta fonte de irrigação que cobrisse todo o planeta. Além disso, outros especialistas apontaram que os tais canais eram apenas formações naturais.

As pesquisas realizadas nas últimas décadas anularam quase totalmente a suposição de vida inteligente em Marte. Os canais são apenas fissuras geológicas. As condições do planeta vermelho são mais agrestes para a vida orgânica, principalmente animal, do que o Saara ou a Antártica. Recentemente escrevi um outro post sobre as pesquisas de exobiologia, que é o estudo que busca vida microscópica em outras partes do universo; clique aqui e leia.


Marte tem uma atmosfera muito fina e frágil, bastante rarefeita, cheia de dióxido de carbono. Por causa da distância, o Sol é menor e o calor não é suficiente para aquecer os seres que lá porventura um dia existiram. O dia marciano tem meia hora a mais que o nosso, mas o ano é bem maior: 23 meses terrestres. A gravidade também é bem menor que a nossa: 1kg na Terra seriam uns 400 gramas em Marte.

O planeta vermelho é bastante inóspito à vida, mesmo com a ideia de canais, pirâmides e templos. A probabilidade é pequena à vida microscópica, mas essas chances são muito maiores quando pensamos nesses tais seres inteligentes.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O “fenômeno” 2012 será um fato ou uma farsa histórica?

Bem, estamos chegando ao final do ano e nada melhor do que um post falando sobre o assunto mais comentado na mídia dos últimos três anos: o fenômeno 2012 e o possível fim dos tempos no dia 21 de dezembro do próximo ano, de acordo com uma misteriosa profecia maia. Mas o que será que existe por detrás disso realmente? Um fato? Uma farsa? Vamos descobrir!

E será que daqui a exatamente um ano estaremos vivendo um verdadeiro apocalipse universal? A maioria dos cientistas acredita que não!

De acordo com a profecia, no próximo dia 21 de dezembro de 2012 termina o ciclo de 5.125 anos do calendário de longa duração dos maias, povo que habitou o sul do México e parte da América Central há muitos séculos, e que foi dizimado pelos espanhóis durante a conquista do século 16. Vários alinhamentos astronômicos e fórmulas numerológicas têm sido relacionados com esta data.

Segundo aqueles que creem nessa profecia, o planeta vai sofrer uma série de transformações positivas e negativas para a chegada desta “nova era”: cataclismos ambientais, acontecimentos nebulosos, mudança de mentalidade. Para outros entusiastas, 21 de dezembro de 2012 é a data do fim do mundo, a chegada do apocalipse. Alguns astrólogos chegam a falar no choque da Terra com um corpo celeste, mas isso é impossível, uma vez que não há nenhum registro astronômico da passagem de algo semelhante próximo ao nosso planeta.



O que dizem os verdadeiros estudiosos dos maias...
Os pesquisadores dos maias, e que conhecem seus códices, afirmam que não há nenhum registro de mortes e apocalipse nos códigos dessa etnia. Além disso, deixam bem claro que a ideia de que o calendário de contagem longa termina em 2012 deturpa toda a história maia. Os maias modernos não consideram a data significativa e as fontes clássicas sobre o tema são escassas e contraditórias, sugerindo que houve pouco ou nenhum consenso universal entre eles sobre o que a data pode significar.

Astrônomos e outros cientistas rejeitam as previsões apocalípticas e as classificam como pseudociência, afirmando que os eventos previstos são desmentidos por simples observações astronômicas. A Nasa tem comparado os medos em relação ao ano de 2012 com o fenômeno “Bug do milênio” no final da década de 1990 e na virada para o ano 2000, sugerindo que uma adequada análise dos fatos pode impedir temores de um desastre.



O calendário maia...
Dezembro de 2012 marca o fim do atual ciclo conhecido como “B’aktun” da contagem longa mesoamericana, a qual era usada na América Central antes da chegada dos europeus. Embora a contagem longa tenha sido provavelmente inventada pelos olmecas, tornou-se estritamente relacionada com a civilização maia, cujo período clássico durou entre 250 e 900 d.C. Os maias clássicos eram alfabetizados e seu sistema de escrita encontra-se substancialmente decifrado.



A contagem longa define a data zero em um ponto do passado que marcou o fim do mundo anterior e o início do atual, correspondente a 11 ou 13 de agosto de 3114 a.C. no calendário gregoriano. Ao contrário do calendário usado atualmente pelos maias, a contagem longa foi linear, e não conjuntural, e mantida em unidades de tempo baseadas no sistema vigesimal. Por esse meio, 20 dias correspondem a um uinal, 18 uinals (360 dias) a um tun, 20 tuns a um k’atun e 20 k'atuns (144.000 dias) correspondem a um B’aktun. Hoje, as correlações mais amplamente aceitas para o final do décimo terceiro B’aktun são no calendário ocidental os dias 21 e 23 de dezembro de 2012.

A teoria do apocalipse maia...
Em 1957, o astrônomo Maud Worcester Makemson escreveu que a realização do grande período de 13 B’aktuns será da maior importância para os maias. Nove anos depois, Michael D. Coe, mais ambiciosamente, afirmou que o Armageddon degeneraria todos os povos do mundo desde a sua criação, e que no dia do décimo terceiro e último B’aktun o universo seria aniquilado, no dia 24 de dezembro de 2012, quando o grande ciclo da contagem chega à sua conclusão. A questão é ainda mais complicada por diversas cidades-estados maias empregarem a contagem longa de maneira diferente.

As previsões apocalípticas de Coe foram repetidas por outros estudiosos até o início da década de 1990. Entretanto, mais tarde, pesquisadores disseram que, embora o final do 13º B’aktun talvez seja um motivo de comemoração, não marca o final do calendário, uma vez que não há nenhuma profecia escrita sobre essa data. Ainda segundo os estudiosos, isso seria uma data de comemoração dos maias, e não de tristeza pelo fim dos tempos.


O “amor” pelo apocalipse...
O que os cientistas explicitam é que o ser humano sempre teve fascínio pela sua própria destruição, num pensamento um pouco sádico. Desde os tempos mais remotos o Homem constrói profecias sobre o fim dos tempos, o choque de um asteroide sobre nós, o cataclismo etc. Desde o século 18 até hoje, “profetas” previram que o mundo acabaria pelo menos umas 20 vezes, e a mais emblemática é a de Nostradamus que, no século 16, disse que o planeta acabaria em 1999 e cá estamos nós aqui.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Alguém já viu um filhote de chester? A verdade sobre o “frango natalino”...

Estamos próximos ao Natal, uma data que foi construída ao longo dos séculos e que, atualmente, representa a melhor época para o comércio em todo o planeta. Por conta da época que vivemos, decidi fazer um post especial desmistificando um dos assuntos mais comentados em todos os tempos: o chester, da Perdigão, realmente existe? Alguém já viu um exemplar dessa ave? Vamos descobrir juntos!


Chester é uma marca registrada no Brasil pela Perdigão para designar uma série de produtos alimentícios originários de uma ave desenvolvida a partir da espécie conhecida como Gallus gallus, originária do Sudeste Asiático e desenvolvida geneticamente na Escócia, trazida dos EUA pela própria Perdigão no final da década de 70. Ou seja, podemos dizer que, em parte, o chester existe, sim! A Cobb Vantress, empresa americana especializada em genética avícola, administra a linhagem pura usada para a produção exclusiva das aves especiais que levaram a marca.


Por volta de 1976, a Perdigão enviou ao exterior alguns de seus técnicos com a missão de procurar uma nova linhagem interessante para a produção de frangos; o interesse é buscar laboratórios que fizeram cruzamentos com aves que dessem mais carne nobre (peito, coxas), mas diferentemente do peru, que costuma ter a carne mais seca. Assim, em 1979, a indústria adquiriu com exclusividade no Brasil esse pacote genético de frangos gordos.

O boom do mercado foi em 1982, quando houve a publicidade clássica “Habemus Chester!”. Desde então as aves são criadas em uma avícola especial em Tangará.

Mas e o nome? O chester existe mesmo? Bem, o chester é um nome comercial de uma raça de frangos maiores e bem gordões. Não se trata de uma ave específica, como o peru ou o faisão; podemos dizer que é uma raça de frango. A palavra vem de “chest”, que em inglês significa “peito”; é que 70% do corpo do bicho resumem-se em peito e coxas suculentas. Assim, a partir do pacote genético e de informações técnicas sobre a espécie, a ave é desenvolvida até os nossos dias exclusivamente pela Perdigão.

A fábrica esclarece-nos que não existe perigo nenhum de alteração genética e hormônios, uma vez que o frango desenvolveu-se em cima de cruzamentos. A alimentação da ave é 100% natural, baseada em milho e soja, resultando numa ave com menos gordura e melhor aproveitamento das carnes nobres.



Vale lembrar que a Perdigão é proprietária da fórmula genética e, portanto, não são vendidos os ovos. Graças a essa série de cruzamentos bem sucedidos, atualmente a fábrica exporta a carne para mais de 30 países.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O balanço “fantasma” de Firmat...

Um vídeo feito na cidade de Firmat, bem no interior da Argentina, ganhou o mundo e assustou muitas pessoas, tirando o sono dos moradores deste distante lugarejo. Há muitos anos o fenômeno causa espanto: um balanço que simplesmente balança sem ninguém estar lá. Seria um fantasma? Confira o vídeo...



Diz a lenda de Firmat que se trata do fantasma de um menino de oito anos, que teria morrido na praça enquanto ela estava em construção, no início dos anos 90. As pessoas falam que essa criança tinha a mania de brincar entre os materiais da obra, aconteceu um acidente e o menino veio a falecer. Desde então sua alma penada fica vagando na praça, continuando a brincar no balancinho.

No entanto... é tudo uma farsa. Pura lenda urbana! Não há relatos de mortes durante a construção desta área de lazer. Então como o balanço – somente um entre três – funciona sozinho? Bem, o programa “Fact or faked”, do SyFy, esteve lá e resolveu todo o mistério.

Primeiro de tudo: não é uma linha puxada que causa o fenômeno. Também não é uma pessoa que impulsiona o balanço e depois grava o vídeo (podemos ver na gravação que a pessoa segura o balanço e ele volta a se movimentar). É tudo um mero erro de identidade!

De acordo com as investigações, o balanço que se movimenta solitariamente foi construído com um material diferente dos outros dois ao lado; além disso, ele tem um espaço maior entre as duas correntes. Curiosamente, isso facilitou para que o vento pudesse movimentá-lo a cada brisa ou ventania. Pode-se reparar no vídeo que o vento é intenso, fazendo barulho no microfone da câmera.

Ou seja, o mistério do caso de Firmat não é sobrenatural, somente uma manifestação da natureza. Graças às tecnologias disponíveis o caso de uma lenda urbana local foi gravado e virou motivo de especulação.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Marte e os seus vários canais...

Será que os primeiros visitantes de Marte tragam consigo alguma espécie de vida orgânica, mesmo que fossilizada? Pode ser um musgo qualquer, um fungo, uma bactéria etc. Esse fascínio ronda o ser humano desde que voltamos nossos olhos para o planeta vermelho.

Recentemente, escrevi um texto que fala sobre os estudos da exobiologia, que busca o indício de vida fora do nosso planeta. Leia clicando aqui!

A ideia de que as condições em Marte eram bem semelhantes à da Terra hoje e que o planeta poderia ter sido habitado por uma raça de seres evoluídos persistiu até o final do século 19. Essa teoria recebeu um imenso incentivo em 1877, quando o astrônomo italiano Giovani Ciaparelli anunciou a descoberta de linhas estreitas e regulares que atravessam os desertos marcianos, os quais ele deu o nome de “canali” – ou seja, “canais” em italiano.


Embora o italiano nunca tivesse afirmado que estes canais eram construídos artificialmente, a palavra “canais” causou um grande impacto e, alimentada por piadinhas e pela ficção científica reinante já naquela época, a imaginação popular facilmente concluiu que a existência de canais implicava a existência lógica de construtores.


Desde então, a teoria dos marcianos evoluídos só fez crescer, principalmente após as primeiras sondas revelarem fotos daquele solo arenoso. Astrônomos mais entusiastas viram além dos canais: possíveis pirâmides, verdadeiras ruas, templos e até mesmo um possível rosto – que mais tarde vou detalhar em um post específico.


O astrônomo americano Percival Lowell, que se dedicou a estudar os canais, defendeu a teoria de que esses eram provas irrefutáveis da existência de uma vida inteligente em Marte, argumentando que os marcianos, dotados de inteligência, tinham aberto esse vasto sistema de canais para irrigarem os desertos, aproveitando os reservatórios de umidade existentes nas calotas polares daquele planeta.

Lowell se dedicou tanto a esse estudo que fundou um observatório no deserto do Arizona somente para esse fim. Chegou à conclusão de que realmente o planeta vermelho era escasso de água. Partindo da suposição de serem canais artificiais, ele chegou à conclusão de que Marte teria sido habitado por uma raça ainda desconhecida e que viveu uma realidade bem próxima ao ser humano durante o período antigo da Crescente Fértil – egípcios, sumérios e mesopotâmios.

O fato é que teorias como estas continuam sendo sustentadas por pequena parte de astrônomos mais sonhadores, que não se conformam com a maior dúvida de todas e que, talvez, nunca poderemos responder: será que estamos sozinhos?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Os vikings descobridores da América...

Os vikings sempre foram conhecidos como mestres dos mares do norte da Europa. Fundaram colônias por toda Escandinávia, passando pela Escócia, Irlanda e Islândia. Chegaram até a Groenlândia e lá, também, fundaram algumas vilas na alvorada do século nono. No entanto, poucas pessoas sabem que os escandinavos chegaram à América (Canadá) 400 anos antes de Cristóvão Colombo descobrir oficialmente o continente.

Especialistas apontam que essa colonização é bem real, mas não entra para os livros de história porque não teve um efeito desestabilizador tão grande como as colonizações ibéricas da época das Grandes Navegações. O objetivo dos vikings ao chegar à América foi ter o domínio das rotas de navegação e a cobrança de direitos para a venda de animais e outros bens na Europa.

As viagens, descobrimentos e assentamentos vikings na América foram escritos pela primeira vez em duas sagas: a dos groenlandeses escrita no ano 1200, e a de Erik Vermelho, escrita no ano 1260. São relatos de autores anônimos que misturam ficção e realidade sobre os acontecimentos dos séculos, antes transmitidos oralmente.

Segundo contam as sagas islandesas, os vikings da Islândia chegaram pela primeira vez à América pela Groenlândia no ano de 982. Naquele momento, a colônia consistia em dois assentamentos, cuja população total variava ente três e cinco mil habitantes. Um dos principais assentamentos foi em Vinland, no Canadá (foto abaixo), mas vou deixar a temática para um post em separado, por ter um contexto muito maior e informações mais amplas.


O declínio das colônias iniciou no século 14 e os assentamentos começaram a ser abandonados perto de 1350. O mais provável é que no século 15 já não havia assentamentos vikings na América, apesar de não existir uma data certa, precisa para esse acontecimento. Foram propostas diversas teorias que explicariam as razões da decadência e desaparecimento desses assentamentos, mas nada é muito conclusivo.

Apesar da perda de contato com os assentamentos da Groenlândia, o governo dinamarquês continuou considerando a Groenlândia como sua possessão e a existência da ilha nunca foi esquecida pelos geógrafos europeus. Até hoje a ilha é uma possessão dinamarquesa.


Durante muitos anos, duvidou-se da autenticidade das sagas, até que em 1837, o arqueólogo dinamarquês Carl Christian Rafn descreveu os indícios de assentamentos vikings na América do Norte. Na década de 1960, foi comprovada a base histórica das sagas ao escavar um assentamento no Canadá.

O fascinante é saber que na alvorada da Idade Média um povo lançou-se ao mar, desbravou terras desconhecidas e teve contato com habitantes locais que não tinha nenhum tipo de afinidade cultural, principal motivo apontado pelos historiadores para a debandada de volta à Europa.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Você já ouviu falar na história dos fenícios no Brasil?

Os fenícios foram uma civilização se estabeleceu onde hoje está o Líbano. Por conta do território pequeno, se dedicaram ao comércio e à construção naval. Por terem se jogado ao mar, passaram a ter conhecimentos primorosos, conhecendo uma vastidão da Europa e, talvez, até mesmo cruzado o continente africano mil anos antes dos portugueses. Os fenícios navegavam utilizando a técnica de orientação pelas estrelas, pelas correntes marinhas e pela direção dos ventos, e seguindo esses indícios seus capitães cobriam vastas distâncias com precisão.

Poucas pessoas conhecem essa teoria, mas há algumas décadas a arqueologia estuda a possibilidade de os fenícios terem pisado em solo brasileiro antes mesmo do nascimento de Jesus. Para quem acredita, o Brasil estaria repleto de indícios comprobatórios da passagem dos fenícios por aqui.


1º) Pouco distante da confluência dos Rios Longá e Parnaíba, no Piauí, existe um lago onde foram encontrados estaleiros fenícios e um porto, com local para atracação dos carpássios – navios antigos de longo curso.

2º) Subindo o Rio Mearim, no Maranhão, encontramos o Lago Pensiva. Nesse local, em ambas as margens, existem estaleiros de madeira petrificada, com grossos pregos e cavilhas de bronze. O pesquisador maranhense Raimundo Lopes escavou ali, no fim da década de 1920, e teria encontrado utensílios tipicamente fenícios.

3º) Na cidade do Rio, na Pedra da Gávea, haveria uma série de inscrições fenícias na rocha. Mas esses detalhes vou separar para um post específico, dada a quantidade de informações.


O professor austríaco Ludwig Schwennhagen estudou cuidadosamente os indícios brasileiros e relatou que encontrou na Amazônia inscrições fenícias gravadas em pedra. Ele acredita que os fenícios usaram o Brasil como base durante pelo menos oitocentos anos, deixando aqui, além das provas materiais, uma importante influência entre os nativos.

Apollinaire Frot, pesquisador francês, percorreu longamente o interior do Brasil, coletando inscrições fenícias nas serras de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia.


Os estudos sobre a possibilidade de os fenícios terem vivido um tempo no Brasil não avançaram muito desde os anos 1920, pois cai sempre no descrédito e quem estuda acaba desistindo por falta de interesse científico dos órgãos e pelo pequeno financiamento. Algumas correntes científicas da arqueologia dizem ser loucura, perda de tempo e erro de identidade. Outros apontam que os indícios são muito fortes e que mereceriam um estudo internacional mais detalhado.

O que se tem certeza é que este é um mistério local que talvez nunca será elucidado, justamente pela falta de comprovações e pela cabeça fechada de alguns pesquisadores que não se deixam levar pela vitalidade da juventude científica, que sempre vai ousar.

Apesar das negações, então, quem explica os portos e muralhas no Nordeste? Não me refiro nem às possíveis inscrições em pedras na cidade do Rio ou na Amazônia, mas aos objetos deixados para trás. Mistério!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Você sabe o que é a ufologia?

Acredito que todos nós já ouvimos falar em ufologia e em ufólogos, mas muitas pessoas não sabem direito o que realmente se trata esse estudo. Graças aos filmes de ficção científica, o ufólogo ganhou um estereótipo de pessoa louca, nerd, que acredita em teorias de conspiração. Isso serviu para cair no descrédito da sociedade e, por vezes, até mesmo ser motivo de deboche de alguns.

A ufologia é o estudo dos relatos, registros visuais, evidências físicas e outros fenômenos relacionados a objetos não-identificados: seres, naves, submarinos etc. Muitas vezes está próximo a uma incerteza muito grande, como a teologia: estudar evidências, mas de algo que não se tem certeza se existe ou não – o que gera polêmica em cima de polêmica. No entanto, ao contrário da teologia, é um tipo de investigação que ainda não conta com cursos superiores (de vez em quando há cursos ministrados por ufólogos conhecidos, mas são aulas livres, sem certificação acadêmica) e vai mais da paixão da pessoa pela área.

Basicamente esta área está dividida em duas: a macrobiológica (aquela que procura vida inteligente como nós) e a microbiológica (aquela que busca por micróbios, fósseis em asteroides que caem aqui). A área macrobiológica da ufologia é a mais divulgada.

Devido às dificuldades de obtenção de dados confiáveis e de fácil acesso para pesquisadores, não constitui uma pesquisa de reconhecido caráter científico, constituindo-se num ramo do conhecimento no qual supostamente há o exercício de vários ramos científicos para contribuição à ufologia – é uma pseudociência. Todavia, nenhum estudo científico feito por pesquisadores qualificados mostrou um resultado que não fosse uma explicação mundana.


Podemos dizer que a ufologia foi “inaugurada” em 24 de junho de 1947, com o registro visual do piloto Knneth Arnold nos arredores de Washington. Arnold descreveu o movimento dos objetos como os de um disco lançado sobre a água, descrição que foi erroneamente tomada como referência ao formato dos objetos, dando origem ao termo “disco voador”. Dias depois, em julho de 1947, durante uma tempestade, um balão da força aérea americana explodiu, fazendo o equipamento cair no solo. Este evento virou notícias sobre a suposta queda de um disco voador, o famoso caso de Roswell. Há também referências um pouco mais antigas, de 1942, com a chamada Batalha de Los Angeles. Para alguns ufólogos, esse é o marco inicial dos estudos de objetos voadores não-identificados.


Para tentar organizar um compromisso científico e interpretar fenômenos, foi elaborada uma lista de teorias aceitas entre os ufólogos; são correntes de pensamento que passam pelo ceticismo até meteorologia, julgando todo o fenômeno como má interpretação ou fraude, até as de caráter místico.

Além da teoria dos viajantes espaciais que nos visitam (os aliens), nos últimos anos uma teoria tem ganhado espaço no meio da ufologia: a hipótese de aeronaves avançadas. Esta é a teoria de que todos ou ao menos alguns avistamentos de OVNI’s são aeronaves experimentais, avançadas ou secretas de origem terrestre. Meros experimentos militares. Há uma teoria de que grupos secretos desenvolvendo estas aeronaves nos EUA têm encorajado a ufologia a seguir a ideia de “naves extraterrestres” para desviar a atenção de suas atividades e, consequentemente, gerar descrédito social entre os pesquisadores.


O que se tem certeza e consenso entre os maiores ufólogos é que muitos dos eventos são, na verdade, fraudes. Principalmente após a popularização das tecnologias gráficas – programas de edição de vídeo, câmeras, sites de vídeos etc. Para isso existe um grupo internacional de investigadores colaboradores, a MUFON.

Recentemente eu fiz um post falando sobre o que é a MUFON. Clique aqui e leia!

Recentemente eu fiz um post falando sobre como uma pessoa pode se tornar um ufólogo. Clique aqui e leia!

Recentemente eu fiz um post falando sobre a verdadeira batalha de Los Angeles. Clique aqui e leia!

sábado, 26 de novembro de 2011

Algumas anotações sobre os locais mal-assombrados...

Garanto que esse post vai dar o que falar, principalmente em quem acredita nas mais diversas teorias fantasmagóricas, mas vou tentar fazer uma descrição sobre esse fenômeno que assusta o ser humano desde o início dos tempos. Locais mal-assombrados são motivos de inúmeras histórias, lendas urbanas e mitologias; cada cidade tem o seu cantinho dos fantasmas, cada sociedade tem a sua explicação. E essa riqueza folclórica permanece até o tempo presente. Tanto é que o canal SyFy tem alguns programas dedicados a essas investigações. Escrevi um post sobre isso, e vale a pena conferir os programas e horários clicando aqui.

Pois bem, casa mal-assombrada é um nome bem genérico dado a um lugar onde, supostamente, acontecem eventos que a razão e a ciência não conseguem explicar num primeiro momento. Esses eventos podem ser bem variados, desde ruídos, luzes, movimentação de objetos, vozes, aparições etc. Podem ser chamados de poltergeists, ou fantasmas brincalhões. Já escrevi um post explicando o que são esses poltergeists – você o confere clicando aqui.



Com uma pesquisa aprofundada podemos ver que existem dois momentos de popularidade das casas mal-assombradas: (1º) quando os contos de terror se tornam populares nos folhetins de jornais franceses, ingleses e americanos no século 19; e (2º) com o cinema e a TV, que dão novo vigor a essas histórias.

Alguns especialistas dizem que esses fenômenos são produtos de espíritos desencarnados que, através de manifestações físicas, mostram-se presentes. Ainda segundo essa tese, um dos moradores da casa tem uma mediunidade muito forte sem saber. Podem ser espíritos levianos querendo se divertir provocando o medo dos moradores, podem ser espíritos desejosos de se comunicarem pedindo ajuda, podem ser os espíritos de antigos moradores que ainda se julgam donos da casa, podem ser desafetos dos moradores atuais que querem perturbá-los emocionalmente. Enfim, há teorias para todos os gostos!


O fato é que, de acordo com parapsicólogos, os fenômenos de assombrações podem ser confundidos facilmente com outras manifestações naturais e acabam entrando num ranking de folclores regionais. Ou seja, manifestações naturais, zoológicas ou até mesmo psicológicas podem gerar isso. Segundo a Associação Americana de Parapsicologia, mais de 90% dos casos investigados resumiam-se a erros de identidade; este é o caso dos fantasmas no navio Queen Mary, que eram somente guaxinins intrusos procurando abrigo.

O advento da internet e de tecnologias digitais facilitou a proliferação desses casos de lugares mal-assombrados. Muitas vezes são truques baratos que as pessoas recorrem e acabam se popularizando, como é o caso deste vídeo australiano de um possível poltergeist. Repare que as caixas se movimentam no sentido dos canos no teto; ou seja, há uma linha ali fazendo esse movimento todo.



As assombrações nas artes...
Lendas acerca de casas mal-assombradas têm uma longa história na literatura, tendo autores da época de Roma Antiga como Plauto, Plínio o Novo e Luciano de Samósata escrito histórias sobre casas assombradas. A casa assombrada é um elemento comum na literatura gótica e, em geral, no gênero de terror ou, mais recentemente, na ficção paranormal. A estrutura de uma casa mal-assombrada pode variar entre um antigo castelo feudal europeu e uma casa de subúrbio de construção recente. No entanto, muitos autores e cineastas preferem a arquitetura do século 19 ou anterior, particularmente mansões obscuras. A chave do mistério é, muitas vezes, a presença de um ou mais fantasmas, usualmente devido a um assassinato ou outra morte trágica ocorrida naquele lugar no passado.

Em 1764 já se registra o primeiro livro de terror: “O castelo de Otranto”, de Horace Walpole. No século 19 a literatura fantasmagórica é bem vasta principalmente pelas mãos do mestre Edgar Allan Poe. No cinema não é diferente: depois de 1915, ainda na gênese da sétima arte já havia registros de pequenos filmes para assustar, como “O fantasma da casa”, de 1917.

Ou seja, muito do que se tem sobre assombrações em construções, navios, ruas etc. parte do pressuposto folclórico e do erro de identidade. Claro, ainda há casos que não houve explicação material suficiente para torná-los fatos ou farsas, mas a criatividade do homem dá sempre um novo despertar à atração que nossa sociedade tem pelo que é inexplicável e misterioso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Você conhece a exobiologia, ou astrobiologia?

Pode parecer coisa de filme de ficção científica, ou estratégia de cientista louco. No entanto, a coisa é bem séria. Você já ouviu falar na exobiologia? Há também sinônimos para este estudo: astrobiologia, exopaleontologia, bioastronomia, ou xenobiologia. Trata-se do estudo da origem da vida no universo e, geralmente, está próximo à busca de vida microscópica em outras partes das galáxias e planetas. A exobiologia, dizem, está mais próxima do sucesso de encontrar vida em outros planetas do que os pesquisadores que buscam por vida inteligente, os humanoides.

A exobiologia é bem complexa porque é extremamente interdisciplinar, usando potenciais de biologia, astronomia, química, ecologia, geologia, paleontologia etc. No início era uma pseudociência, como hoje é a ufologia, mas a partir de 1959 ganhou grande status quando a Nasa fundou seu primeiro projeto na área, que teve início em 1976, quando se buscava resquícios de vida em Marte. Atualmente já existem programas de pós-graduação na área em algumas universidades.

Diz-se que a exobiologia teria mais sucesso em encontrar vida fora da Terra. Isso porque a oferta de micro-organismos em rochas espaciais pode ser bem maior do que nossos radiotelescópios conseguirem comunicação inteligente.

Outro ramo da exobiologia que tem conseguido muito destaque nos últimos anos é a evolução do universo. Nesse caso, os exobiólogos estudam a partir das condições atuais das galáxias como elas poderão se comportar no futuro – um futuro extremamente distante para nós, daqui a bilhões e bilhões de anos.


A questão marciana...
Um foco particular da exobiologia é a busca por vida em Marte pela sua proximidade espacial e por sua história geológica. Existe um número crescente de evidências que sugere que Marte possuía uma quantidade considerável de água. E isso é simples: a água seria a “sopa primordial” para gerar micro-organismos rudimentares.

Várias sondas já estiveram no planeta vermelho recolhendo material para essa pesquisa especificamente. Até agora não foram obtidos resultados conclusivos e muita especulação permanece rondando a área da pesquisa marciana, que ainda chega a ter defensores fervorosos de que lá houve uma civilização bem avançada.

Existem projetos sendo financiados nos Estados Unidos e na Europa, que poderão lançar sondas a Marte em 2016 e 2018/2019, cujo objetivo é coletar material para análise laboratorial. A intenção é continuar na busca por “fósseis” de micro-organismos nessas pedrinhas, além da procura por água.


Alguns dos temas da exobiologia...
1. Análise de fenômenos meteorológicos em alguns satélites e planetas;

2. Identificar áreas biologicamente possíveis para a formação de vida, mesmo que primitiva;

3. Descobrir corpos com elementos essenciais: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio;

4. Simulação de ambientes extraterrestres em laboratório a fim de medir a sobrevivência de organismos em áreas extremas;

5. Verificar a possibilidade de transmissão microbiótica entre um corpo celeste e outro, como a chegada de vírus alienígenas à Terra;

6. Influência das atividades térmicas e radioativas dos sóis em outros planetas e satélites;

7. Estudo da terraformação em Marte (que é a transformação do planeta vermelho em um lugar habitável).

Sem dúvida alguma, a descoberta de vida fora de Terra seria uma das maiores descobertas da humanidade. No entanto, alguns pesquisadores bastante céticos dizem que esse será o desafio do século 21 e, muito provavelmente, a grande dúvida que morrerá com a civilização – principalmente no que tange à vida inteligente.

sábado, 19 de novembro de 2011

Você sabe o que são os contatos imediatos?

Na ufologia, um contato imediato classifica-se quando uma pessoa testemunha algum evento envolvendo discos voadores ou possíveis aliens. É um termo muito usado e que acabou sendo popularizado por Hollywood através de um filme de ficção clássico de 1977: “Contatos imediatos de terceiro grau”. Essa terminologia e classificação foi elaborada pelo astrônomo e ufólogo J. Allen Hynek, publicadas em seu livro “The UFO experience: a scientific inquiry”, de 1972.



Originalmente, Hynek classificou apenas três tipos de contatos em seu estudo. Mais tarde foram adicionados outros três. Entretanto, muitos ufólogos não consideram oficialmente essas outras três novas formas de contatos imediatos, pois estão mais próximas à ficção científica literária do que à pesquisa em si.

Avistamentos com mais de 160 metros da testemunha são chamados de “discos do dia”, “luzes da noite” ou “relatórios visuais”. Avistamentos com menos de 160 metros já entram nas categorias de “encontros imediatos”, segundo o astrônomo. Hynek e seus seguidores defendem que o encontro imediato deve ocorrer a menos de 160 metros para ter a certeza que a testemunha não confundiu o fenômeno estranho com aeronaves, helicópteros, balões meteorológicos, brinquedos voadores ou fenômenos meteorológicos.

O rigor de classificação e atenção de Hynek são impressionantes, pois seu objetivo sempre foi fazer a ufologia sair do campo da ficção científica de pessoas loucas e nerds e ser algo respeitável no território acadêmico.


A verdadeira escala de Hynek...
Contato de primeiro grau – Observação de um ou mais objetos voadores não-identificados, como discos voadores, luzes estranhas, objetos voadores de formato estranho que podem não ter tecnologia humana;
 
Contato de segundo grau – Observação de um Ovni que causa efeitos físicos bem perceptíveis, tais como: calor ou radiação, danos ao terreno por onde o objeto passou, possíveis círculos nas plantações, paralisia em alguma parte do corpo de humanos ou animais, estado de choque, interferência em motores e aparelhos elétricos e perda de memória;
 
Contato de terceiro grau – Observação de seres associados ao objeto voador não-identificado. Hynek não entra em detalhes em que seres seriam esses, mas podem ser aliens, ET’s, animais diferentes etc. As abduções estão neste grau da escala; no entanto, o autor se manteve reticente neste caso: ele não acreditava nos depoimentos e nos relatórios, mas se viu cientificamente obrigado a colocá-los em sua escala por haver vários relatos.



O ufólogo Ted Bloecher propôs ainda seis subtipos de encontros imediatos a partir dos três de Hynek. No entanto, poucos ufólogos e demais pesquisadores a utilizam, estando praticamente em desuso e sendo pouco conhecida.

A – Uma entidade é vista apenas dentro do Ovni;
B – Uma entidade é vista dentro e fora de um Ovni;
C – Uma entidade é vista próxima de um Ovni, mas não entrando ou saindo;
D – Uma entidade é vista e Ovnis são observados numa determinada área por um período de tempo;
E – Uma entidade é vista, mas não há relatos de observações de Ovnis no período;
F – Nenhuma entidade é vista, nenhum Ovni foi observado, mas testemunha-se algum tipo de comunicação “inteligente”.

O principal problema da classificação de Bloecher é que fenômenos meteorológicos ou avistamentos de animais podem ser confundidos com as explicações das letras “D” e “E”, causando descrédito na pesquisa.

Extensões da escala de Hynek...
Contato de quarto grau – Um ser humano é abduzido por seres de um Ovni. Hynek não acreditava nesta possibilidade e desacreditava dos relatos, considerados absurdos. Alguns poucos ufólogos creem que a tomada da consciência também entra nesta categoria;
 
Contato de quinto grau – Contatos mais conscientes entre seres humanos e alienígenas, através da comunicação consciente entre ambos, como o caso de pessoas que dizem ter tido experiências médicas dentro de naves espaciais;
 
Contato de sexto grau – Seriam os incidentes em que aliens e seres humanos saem feridos ou mortos. É um pouco repetitiva, uma vez que o contato de segundo grau já fala da experiência física do ser humano (calor, feridas etc.);
 
Contato de sétimo grau – É o ápice do encontro entre o homem e os aliens, quando há o acasalamento de ambos causando possíveis raças híbridas, como depoimentos de homens que dizem ter feito sexo com venusianas em naves espaciais. É um tipo de contato imediato muito próximo à teoria dos deuses astronautas e dos colonizadores espaciais.

Essa extensão não é aceita por muitos ufólogos, pois elas mantêm a proposta de Hynek muito distante do desejado. Hynek não acreditava que aliens humanoides desciam à Terra para copular.

Agora você já conhece esta escala, e quando conhecer o alien ou vir o extraterrestre vai poder classificar como foi o contato imediato. Então, boa sorte!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um santo padroeiro da internet (?!)

Existe uma historinha por aí de que a Igreja Católica teria declarado um santo para ser padroeiro da internet, a exemplo do que fez em 1958, decretando Santa Clara de Assis como a protetora da televisão. Mas será que isso é verdade mesmo? Vamos descobrir!

Dizem os sites e blogs que Santo Isidoro de Sevilha é o referido santo padroeiro da internet. Ele nasceu por volta de 560, na Espanha, e morreu em 636. Foi teólogo, filósofo, matemático, bispo de Sevilha e cientista, mais tarde conclamado doutor da Igreja por ter sido um dos grandes eruditos da Idade Média.

Isidoro foi um dos responsáveis pela expansão do cristianismo na Espanha pós-romana. Sua família era poderosa, e todos os seus irmãos eram membros importantes do clero e do meio universitário ainda recém-formado na Península Ibérica.


Escreveu uma obra enciclopédica de 20 volumes com os conhecimentos da época sobre artes, biologia, anatomia, matemática, geologia, astronomia, filosofia, agricultura etc. O intento era ser um compêndio para ser ensinado nas escolas cristãs da região.

Foi canonizado em 1598, e em 1722 foi declarado doutor da Igreja por conta de suas colaborações com a produção intelectual da história da humanidade.

Agora você deve estar se perguntando: “Ok, já sei a vida do santo. Mas o que isso tem a ver com a internet e por ele ser o padroeiro dela? É fato ou farsa?”. É um fato! Santo Isidoro de Sevilha é o protetor da internet.

A primeira entrada oficial do catolicismo na rede se deu em 1996 com o site www.vatican.va, o portal oficial da Santa Sé, usado para a publicação de milhares de documentos da Igreja Católica, encíclicas e documentos papais. O site é muito bom para quem está fazendo estudos sobre a historiografia da Igreja ou a produção medieval, pois há muitas digitalizações interessantíssimas. Ah, existe a opção para visitar o site em português!

Em 2001, o Papa João Paulo II declarou Santo Isidoro de Sevilha como o padroeiro da internet por seu trabalho minucioso de compilação de dados naquela enciclopédia de 20 volumes, além de ele ter fundado mais de dez bibliotecas com seus irmãos. Isidoro também é o santo protetor dos historiadores e dos bibliotecários. No entendimento da Igreja, no próprio documento no site do Vaticano, a internet é um verdadeiro compêndio de conhecimento, uma gigantesca biblioteca.

Só um detalhe: a farsa nesta história é a tal oração da internet, que não existe!

sábado, 12 de novembro de 2011

Você sabe o que é um poltergeist?

Quem acompanha assuntos relacionados à paranormalidade já sabe do que se trata um poltergeist, mas muitas pessoas só ouvem falar, ou se recordam do clássico filme de Hollywood – cuja produção foi envolvida em várias lendas urbanas. Os que sabem o que é um poltergeist não gostariam de ver um ao vivo, é claro!

Bem, vamos à origem da palavra. Ela vem da junção de dois termos do alemão: “Polter” (ruído, barulho) e “Geist” (espírito, fantasma). No termo técnico da parapsicologia é um tipo de evento sobrenatural que se manifesta simplesmente deslocando objetos e fazendo ruídos. Seguem abaixo dois exemplos de manifestações poltergeist.






De acordo com os estudiosos, o espírito geralmente é de criança ou adolescente, em geral do sexo feminino. São fenômenos rápidos e de curta duração, tais como: deslocar objetos, fechar e abrir portas, bater no vidro da janela etc. Ainda segundo especialistas, são espíritos brincalhões e que pregam peças. Ao contrário de uma assombração, que dura muitos anos e é mais chocante.

O problema das manifestações poltergeist é que, geralmente, as que encontramos na internet são fakes produzidos com recursos técnicos muitas vezes bem elaborados, tal qual este vídeo abaixo; o morador de uma casa na Austrália teria filmado uma atividade, mas repare que as caixas se movem num padrão seguindo o cano do teto, onde estaria uma linha que movimenta os objetos, onde se esconde o embuste.



Seguindo a linha mediúnica, o poltergeist é um espírito que procura ajuda na terra para encontrar a sua paz na eternidade. Os céticos creem que tudo se passa de uma série de fraudes e armações bem elaboradas, pois os fenômenos se tornaram mais conhecidos a partir do século 19, em espetáculos de mágica na França, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Há registros bastante famosos, como o da família Lutz, nos anos 70, quando foi perturbada por poltergeist por quase um mês, na cidade de Amityville, nos Estados Unidos, que passaria à tela grande numa superprodução hollywoodiana: “Terror em Amityville”. Um dos integrantes da família, George Lutz afirmou que durante a noite ouvia o ruído de uma banda marcial tocando na sua sala de estar, evento só constatado por ele. Abaixo o trailer do remake...



Agora você já sabe o que é um poltergeist, e acredito que não vá querer topar com uma manifestação desta em sua casa, né!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um fascínio antigo: a viagem no tempo. Será possível?

Desde que o homem é homem tem o fascínio em poder ir para trás e para frente no tempo. A mobilidade pelo tempo é um sonho antigo que figurou as primeiras mitologias e até hoje permeia o cinema de ficção científica desde as primeiras produções cinematográficas. Entretanto, ao que tudo indica, vamos padecer com este sonho porque as possibilidades são nulas do ponto de vista da física. Quem tenta estudar essa possibilidade de manipulação do espaço e do tempo reclama que Hollywood vive de ridicularizar os cientistas, mostrando-os como loucos e débeis.

Para os físicos contemporâneos, a ausência de turistas do futuro é o argumento mais forte contra a teoria da viagem no tempo; junto a isso, ainda falamos em Hitler, Stalin e Nero, ou seja, ninguém saiu do futuro e foi ao passado intervir nas grandes atrocidades e genocídios da história. Nesse caso específico o maior problema consiste em explicar como é que mudanças no passado não parecem mudar significativamente a história. Uma explicação possível sugere que logo que a história é mudada, todas as memórias são automaticamente alteradas de modo a refletir essa mudança. Nem o personagem que muda a história perceberá de tê-lo feito porque não se lembraria do como as coisas eram antes.

Uma das possibilidades de viajar no tempo nasceu da Teoria da Relatividade de Einstein através dos “buracos de minhoca” no universo, que são espécies de túneis (ainda desconhecidos oficialmente) onde seria possível atravessar para tempos e dimensões diferentes. Pode parecer coisa de louco, mas é bem fascinante. Entretanto, cai por terra essa probabilidade porque para se viajar num buraco de minhoca necessita-se ter velocidade da luz, e nada consegue chegar a essa velocidade (299.792.458 metros por segundo) a não ser a própria luz.

As outras teorias têm dimensões mais que gigantescas: cordas cósmicas, cilindros de tamanhos planetários. Estruturas impossíveis de serem construídas, com elementos ainda negativos (ou seja, ainda desconhecidos por nós e que talvez nem existam no universo).

Para deixar a cabeça com um nó ainda maior, alguns físicos dizem que o homem pode, um dia, até chegar a viajar para o futuro. No entanto, não há certezas se poderá voltar ao passado, uma vez que o evento já aconteceu.

Na ficção científica a coisa é moleza...
H. G. Wells escreveu “A máquina no tempo” no século 19, que rendeu dois filmes maravilhosos sobre o tema. Mais tarde, “De volta para o futuro” fez a viagem no tempo parecer brincadeira de criança através do clássico DeLoren. Há elementos-chave que sempre compõem este tipo de roteiro: o personagem perde controle da viagem e não se fazem alterações na história oficial.


Nessa ficção, se você reparar, as mudanças na história criam uma nova linha do tempo, uma história paralela. A linha do tempo “oficial” continua a existir. A outra é vista como uma dimensão metafísica. O viajante no tempo abandonou essa linha do tempo e encontra-se agora em outra. Assim, a história é como uma fita de um filme onde tudo já está fixo e nós só assistimos.

Ou seja, a viagem no tempo nos termos que conhecemos atualmente ainda é tão-somente um sonho que temos de poder mudar os erros do passado, mas a falta de “turistas” vindos do futuro torna o pensamento somente em uma tremenda ilusão. Resta-nos o conformismo.

sábado, 5 de novembro de 2011

Celular aparece em filme de Chaplin, de 1928 (?!)

Um vídeo tem causado fervor na internet entre as pessoas adeptas às mais variadas teorias da conspiração. Trata-se de uma humilde figurante no longa-metragem “O circo”, de Charlie Chaplin. Na imagem, ela passa ao fundo parecendo falar em um aparelho de telefonia móvel. Meu Deus, mas como assim? Segue o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões:



Recentemente eu já havia publicado a história do viajante do tempo em uma fotografia canadense. O post pode ser lido clicando aqui.

Esta nova história é a seguinte: o cineasta irlandês George Clarke que fez a tal descoberta em outubro de 2010, e jura por tudo que há de mais sagrado que não fez a manipulação. E realmente não fez. Quem alugou o filme disse que realmente a senhora supostamente viajante do tempo está nas imagens passeando com seu curioso aparelho.

Muitas pessoas devem recordar que Chaplin sempre gostou de brincar com anacronismos, como por exemplo a sátira à sociedade industrial capitalista em “Tempos modernos”. Mas prever o futuro e colocar em cena (ainda mais como mera figurante) uma senhorinha viajante do tempo seria demais, não?

O curioso é que quando analisamos e reanalisamos a cena parece, realmente, que a senhora está falando ao celular. Mas, para a tristeza de quem adora uma teoria da conspiração, há uma explicação certa e plausível totalmente fora da linha de ficção científica, até porque em 1928 a comunicação de massa por ondas eletromagnéticas ainda estava começando; as transmissões de rádio ganhavam o mundo aos pouquinhos.

Para quem acredita na teoria da viajante do tempo falando ao celular, faço uma simples pergunta: como o aparelho estaria funcionando se não havia antenas de transmissão? Esta uma pergunta simples, pois atualmente, em pleno século 21, ainda temos problemas de recepção no celular!

Resolvendo o caso de forma plausível...
Alguns blogs na internet supõem que a figurante de Chaplin não seja uma viajante no tempo, mas que ela esteja usando este aparelho abaixo, uma espécie de corneta para auxiliar na audição de pessoas que estavam ficando surdas. Segundo vários sites e pesquisadores, estes “aparelhos auditivos” eram muito usados.




A corneta era tão comum que havia modelos variados, com diversos tamanhos, para todos os tipos de bolsos.



Esta é a explicação para o fato da senhorinha viajante do estar “falando ao celular” em 1928, mesmo sem torres de transmissão; trata-se apenas de uma pobre senhora surda usando um aparelho para tentar ouvir melhor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alguém já ouviu falar na MUFON?

Nos últimos anos e meses, quem tem assistido ao Discovery Channel reparou um programa sobre investigações ufológicas bastante interessantes. Há diversas variedades de nomes: “Ovnis sobre a terra”, “Investigação UFO”, “Ameaça alien” etc. O programa no estilo documentário é coordenado por um grupo conhecido como MUFON; mas você sabe o que é isso?

MUFON significa “Mutual UFO Network” e é uma das organizações de investigação mais antigas dos Estados Unidos e mais respeitada do mundo, muitas vezes por trabalhar com grande ceticismo e cuidado. Foi fundada em 1969 por alguns investigadores científicos de diversas áreas.


Ganhou notoriedade com o passar das décadas, justamente por tratar seriamente e sem vícios casos que poderiam ser considerados inexplicáveis. A paixão pelo que fazem e a obstinação pelo assunto fizeram com que muitos casos que a MUFON investiga seja desvendados: nem sempre o que parece ser um objeto voador não-identificado é realmente um OVNI; pode ser brincadeira de espertinhos ou erros de identificação.

A MUFON opera em vários países, com mais de três mil membros associados, que colaboram sem nenhum benefício financeiro. Do outro lado está a chamada Equipe Star, composta pelos membros mais antigos e experientes em investigações. Eles são chamados para darem uma explicação a casos até então bastante difíceis, e é composta por físicos, jornalistas, astrônomos, especialistas em efeitos visuais etc. A proposta é desbanalizar a realidade, educando as pessoas para não se assustarem com certos fenômenos.

É interessante ressaltar que a MUFON tem uma equipe mais especializada e experiente para os casos mais complexos e aparentemente ainda sem resposta. Quando os associados regionais se deparam com isso, chamam o STARS, que é o time de maiores especialistas do órgão, que costumam dar os laudos finais dos contatos e avistamentos.

Mas por que, então, desbanalizar a realidade? É que, geralmente, nem sempre o que se avista no céu é uma nave espacial com marcianos nos observando. Grande parte dos avistamentos é um erro de identidade sendo, na realidade, aviões, fenômenos meteorológicos, brinquedos, balões meteorológicos etc. Uma outra parte vem de relatos de engraçadinhos querendo aparecer na mídia, mas que acabam caindo em contradição. Só uma pequena porcentagem dos relatos é fiel e se mantém até o fim.

Associar-se à MUFON é interessante caso queira tornar-se um investigador da área de ufologia. Isso vai dar base, conhecimento e estrutura para tal. Recentemente, eu escrevi um post que fala sobre como se tornar um ufólogo com alguns passos iniciais.

Aqui neste link você será levado ao site oficial da MUFON.
Boa sorte!

sábado, 29 de outubro de 2011

Triângulo das Bermudas: fato ou farsa?

Todo mundo que faz parte da cultura ocidental já ouviu falar no temido e famoso Triângulo das Bermudas. Vários filmes e contos fizeram alusão aos mistérios que rondam essa região da terra com quase 4 milhões de quilômetros quadrados. É uma região supostamente tão tenebrosa que já foi chamada de Triângulo do Diabo. De acordo com os limites geográficos conhecidos, ele liga as Ilhas de Bermudas, San Juan (Porto Rico) e Fort Lauderdale (Flórida, EUA).


Não se sabe exatamente quando a série de mistérios aconteceu. Alguns paranormais historiadores apontam mais de mil casos em 500 anos, inclusive com Cristóvão Colombo (primeiro conquistador da América). Eles envolvem desaparecimentos de navios e aviões, equipamentos que simplesmente perdem as coordenadas etc. Ou seja, passar dentro desta área é um perigo iminente mesmo em tempos de tempestade ou não.

Até por volta do século 17, as naus que viajavam ali rumo à Europa não relatavam grandes acontecimentos anormais. O Mar o Caribe por si só é um verdadeiro caldeirão: uma área com ventos instáveis e mar revolto onde surge grande parte dos furacões que devastam cidades inteiras. Isso já cria uma aura de mistério como a do século 15, que dizia aos navegantes audaciosos: “Não ultrapassem os limites do mar, ou encontrarão cachoeiras imensas com bestas mortíferas”.

A primeira obra documentada sobre os mistérios do Triângulo das Bermudas é de 1950, muito recente, escrita pelo jornalista E. V. Jones, da Associated Press. Desde então o folclore não parou. Vieram relatos em 1952, 1964, 1973 etc. Em 1964, o escritor Vincent Gaddis escreveu “Horizontes invisíveis: os verdadeiros mistérios do mar” em tom sensacionalista; por isso, geralmente, ele é considerado o inventor deste mito contemporâneo.

Para aumentar a crença, em 1975 algumas pessoas publicaram folclores e lendas urbanas em jornais fazendo parecer que era tudo verdade no que se referia a mortes, mistérios e desaparecimentos. Daí, a pequena cidade capital das Bermudas virou um centro de pesquisas ufológicas e paranormais.


Várias explicações têm sido dadas ao longo das décadas para esta série de fenômenos com muitos contextos sobrenaturais: anomalias do campo magnético, restos de Atlântida (o continente perdido), intervenção alien, monstros marinhos, manipulação radioativa etc. Outros poucos acreditam que o Triângulo das Bermudas tenha sido um embuste criado para suscitar medo em plena Guerra Fria (1945-1989).

Tantas explicações têm alimentado a mente das pessoas e alguns poucos têm lucrado absurdamente escrevendo livros, ministrando palestras, promovendo conferências e aparecendo em documentários de grandes canais.

A bússola enlouquecida
Quando se fala em incidente no Triângulo das Bermudas, a bússola enlouquecida aparece na frente como mais comum. Muitos falam em anomalias no campo magnético da Terra, mas até hoje nada foi comprovado. Geólogos dizem que variações são bastante naturais em qualquer parte do globo. Os navegadores sabem disso há séculos, mas o público pode não estar informado e algumas pessoas pensam que existe alguma coisa misteriosa ali.

Atos de morte e de destruição
É mais uma teoria que cai por terra. A área onde está inserido o Triângulo sofre três influências muito fortes para tantas perdas materiais. (1) Trata-se de uma área que era refúgio de piratas até o século 18, que aproveitavam a névoa para atacar navios mexicanos e americanos rumo à Europa, repletos de especiarias e metais preciosos; (2) É uma área tradicionalmente de guerra, um ponto estratégico no meio do Atlântico Norte – ligando os EUA à Europa – e que teve atividade militar intensa entre 1914-1918 e 1939-1945. (3) É uma zona de águas quentes e que, como sabemos, originam furacões terríveis que todos os anos causam muitos prejuízos por toda a costa.

O hidrato de metano
Até a química entra nesta história. Uma explicação de algumas das desaparições aponta a presença de várias zonas de hidratos de metano sobre as placas continentais. Em 1981, o United States Geological Survey comprovou a liberação destes gases na área do Triângulo. As erupções frequentes de metano poderiam produzir regiões de água espumosa que poderiam não dar sustentação suficiente aos barcos. Os experimentos no laboratório têm provado que as bolhas podem realmente afundar um barco em modelo de escala, devido à diminuição da densidade da água. O gás metano também poderia fazer com que os aviões caíssem; o ar menos denso faria com que os aviões perdessem sustentação.


O fato é que mesmo com tantas evidências céticas e empíricas, com longas pesquisas e comprovações de que o “mito” do Triângulo das Bermudas tenha começado muito recentemente, nos anos 1950, as pessoas preferem crer no sobrenatural. Com isso, os fenômenos físico-químicos acontecem, mas mesmo assim a crença em algo maior e inexplicável permanece. Para muitos pesquisadores trata-se de um erro de identidade, mas para outros é uma sucessão de casos que a razão nunca explicará.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Que diabos são as EVP’s?!

Quem acompanha alguns dos programas do SyFy, tais como “Destination truth”, “Fact of faked” e, principalmente, “Ghost hunters” reparou que frequentemente falam em sessões de EVP (às vezes nas legendas aparece a sigla FVE). Isso significa “electronic voice phenomena”, ou “fenômeno da voz eletrônica” e é muito recorrente na paranormalidade para captar sem intencionalidade sons semelhantes à fala, mediante perguntas do interlocutor.

As sessões de EVP são bastante controversas, mas os pesquisadores a utilizam supostamente para se comunicar com espíritos que vagam determinados lugares assombrados. Trata-se de ligar um equipamento (um gravador eletrônico) e fazer as perguntas com total atenção e tranquilidade. O microfone eletrônico seria capaz de captar sons de frequências físicas que nossos ouvidos não são capazes de perceber, por isso a análise pós-gravação é muito importante.

Alguns cientistas e céticos afirmam se tratar apenas de transmissões de rádio dispersas e ruído de fundo, porém, muitas pessoas afirmam que estes sons são de origem paranormal e que os sons audíveis são na realidade as vozes dos espíritos de pessoas mortas a comunicar com o mundo dos vivos.

No Brasil, no final da década de 1970 que a EVP tornou-se mais conhecida, sendo estudada por vários cientistas renomados e pesquisadores independentes ligados ao espiritismo. Até a segunda metade da década de 1990 eram ministrados cursos temáticos e observação em conjunto de gravações. Mas nos Estados Unidos que há pesquisas de campo mais fortes e exemplos mais contundentes.

Apesar dos vários casos que deixam todos de boca aberta, muitas sessões são na verdade transferência eletromagnética e de comunicação, como frequência de rádio e sinais de televisão captados por rádios, gravadores e televisores.

Vale ressaltar que, de acordo com os estudiosos em paranormalidade, as vozes captadas nas EVP’s não são espíritos vindos do céu ou do inferno, mas sim pessoas que estão com a alma perdida por aí esperando uma forma de se libertarem da terra para encontrarem o descanso eterno, ou terem a punição merecida.

O fato é que as pesquisas dos fenômenos das vozes eletrônicas continua, mas graças às fraudes comuns e ao ceticismo por parte da comunidade científica fica difícil criar um paralelo que dê credibilidade à maioria, principalmente quando estes estudiosos estão na televisão fazendo programas de caça a monstros em lugares perdidos do planeta.

Há muitos exemplos de EVP’s no You Tube, mas nenhum em português para que eu possa postar aqui na qualidade de exemplo. Quem souber inglês o suficiente, fica a dica e muito boa sorte!

sábado, 22 de outubro de 2011

A verdadeira batalha de Los Angeles

A batalha de Los Angeles foi parar recentemente nos cinemas, mas poucas pessoas sabem que ela tem fundamentos bem reais. Ou pelo menos quase reais. O fato envolve a inauguração da ufologia contemporânea, em um ocorrido que ainda envolve muito de mistério e de teorias da conspiração.

Na noite de 24 para 25 de fevereiro de 1942, sirenes dispararam por todo condado de Los Angeles e as autoridades ordenaram um blecaute controlado da cidade. Por volta das 3h15 da manhã o comando militar instalado em Long Beach começou a atirar para o alto, para algo não identificado, consumindo mais de 1.400 cápsulas de balas de longo alcance. A “batalha” se seguiu até às 4h20 da manhã e, finalmente, às 7h30 o blecaute acabou.

Não há muitas referências sobre o ocorrido, apenas esta foto abaixo:


A mídia fez grande sensacionalismo em todo território norte-americano. Abaixo uma edição do “Los Angeles Times” do dia seguinte, comentando a chamada “batalha de LA”. Várias casas e prédios foram destruídos pelo fogo amigo, enquanto três civis morreram com o tiroteio e outros três foram vítimas fatais pelo susto.


De acordo com investigações posteriores, o caso foi uma confusão relacionada com a psicose da iminência de ataques japoneses no continente americano, uma vez que meses antes Pearl Harbor, no Havaí, foi atacado em 07 de dezembro de 1941, o que ocasionou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1930-1945).

Alguns ufólogos entusiastas ainda contribuem com a teoria da conspiração e falam em um caso genuíno. Outros falam em balão meteorológico e confirmam a hipótese da histeria coletiva, com medo excessivo da população nos ataques que assolavam cidades europeias ocorressem também no continente americano, o que nunca ocorreu.

O caso jamais poderá ser totalmente solucionado, uma vez que há pouquíssimas fontes primárias para que possa ser investigado a fundo e imparcialmente, como todo o caso de algum objeto voador não-identificado envolvendo assuntos militares. O que resta é tentar usar a racionalidade e menos a paixão.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Quando nós postamos...

Esclarecendo uma dúvida simples: quando o blog FATO E FARSA é atualizado. Por enquanto, quando ainda estamos iniciando nossas atividades, as atualizações de textos novos acontecem duas vezes por semana; anotem aí: às quartas-feiras e sábados sempre vamos trazer novidades e curiosidades.

Pretendemos, assim que possível, aumentar a oferta de dias postados aqui no blog, mas isso ainda não é possível, uma vez que é uma equipe de um homem só - que pesquisa, edita, escreve e posta. E este homem tem outras atividades acadêmicas e laborativas.

Um grande abraço a todos, e até amanhã, quando vou postar uma novidade aos queridos leitores.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como se tornar um ufólogo?

A ufologia é um conhecimento bastante complexo, parecido com a teologia, uma vez que ela lida com aquilo que não temos conhecimento se realmente existe ou não. No entanto, ao contrário da teologia, é um tipo de investigação que ainda não conta com cursos superiores (de vez em quando há cursos ministrados por ufólogos conhecidos, mas são aulas livres, sem certificação acadêmica) e vai mais da paixão da pessoa pela área.

Há poucos ufólogos que vivem disso; geralmente, as pessoas se dedicam à ufologia como hobby, pois têm uma profissão para o custeio da rotina e pagamento das contas. Os poucos que ganham dinheiro o fazem escrevendo livros, montando sites patrocinados ou participando de convenções dando palestras (mas esses são realmente muito poucos pelo mundo afora).

Então, como se tornar um ufólogo? É uma questão simples, mas que demora tempo e o principal: o reconhecimento de um grupo já estabelecido, como é o caso da MUFON, a rede internacional de investigadores e colaboradores.

O grande problema é que a ufologia caiu na piada popular muitas vezes graças aos filmes de ficção científica. Os estudiosos desta área são sempre retratados dentro de um estereótipo como loucos nerds buscando seres verdes ou cinzentos, e isso não é bem assim. Basicamente esta área está dividida em duas: a macrobiológica (aquela que procura vida inteligente como nós) e a microbiológica (aquela que busca por micróbios, fósseis em asteroides que caem aqui). A área macrobiológica da ufologia é a mais divulgada.

Então vamos ao que interessa. Quais são os passos para se tornar um ufólogo?

1. Gostar muito da área e estar disposto a fazê-la, muitas vezes, como colaborador, sem ganhar nenhum tostão por isso, sob risco de ser taxado como louco pelos outros;

2. Ter conhecimentos medianos de alguns temas: física, astronomia, história, design digital (para poder reconhecer fotos falsas e vídeos produzidos em computadores), meteorologia, química, engenharia mecânica (para saber se aquilo que foi visto tem um comportamento de um Ovni ou de um aparelho militar comum) etc.

3. Ler muitos livros da área, para conhecer os casos clássicos, conhecer os grandes paradigmas, as grandes farsas, os casos que ainda estão em aberto etc.

4. Participar de eventos da área, bem como das áreas relacionadas ao tema da ufologia (física, astronomia, meteorologia);

5. Ter o mínimo de equipamentos de observação astronômica;

6. Ser conhecido e reconhecido pelo grupo de ufólogos da sua região (se houver algum) e até do país. Dizem que é bom associar-se à MUFON, quando você receberá as atualizações e poderá conhecer as pessoas que estudam o que você também tem interesse.

Depois que esses passos foram dados, o que pode levar anos ou até décadas, você já pode ser considerado um ufólogo. É importante o primeiro tópico, que é o primeiro passo: ter a coragem de assumir-se como tal perante uma sociedade que tende a marginalizar quem pesquisa áreas como a ufologia e a parapsicologia.

Uma boa sorte a quem ficou interessado!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O extraterrestre na reportagem de TV na Argentina...

Há alguns anos esse vídeo abaixo virou um tremendo hit na internet, causando verdadeiro alvoroço entre algumas comunidades de ufólogos. O vídeo mostra uma reportagem de uma TV argentina, na Patagônia, sobre um problema de água; ao fundo, um ET passearia todo serelepe.

De acordo com o que foi dito na época, só repararam o tal ET na hora que a matéria foi ao ar. Com isso, boom, ganhou o mundo! Causou o tal alvoroço. Confira o vídeo abaixo:



Pois bem, a equipe do programa “Fact or faked”, do SyFy, correu atrás dos fatos e descobriu ser uma farsa. Na realidade, uma brincadeira. Os apresentadores do programa encontraram o editor de vídeos da emissora, que assumiu o feito em um programa de três dimensões. Diz ele que fez como uma piadinha para ver até aonde iriam os boatos.

Isso aconteceu porque a Patagônia argentina é uma área com grande atividade de observação astrofísica e ufológica. Várias pessoas relatam terem visto de tudo um pouco: luzes, barulhos, objetos estranhos etc.

Que tristeza para a comunidade de ufólogos cataclísmicos. Segue abaixo o vídeo do programa falando com o responsável pelo feito...


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

No SyFy...

Para quem gosta de programas sobre mistérios e coisas bem insólitas, com direito a responderem alguns mistérios bem interessantes, o canal SyFy é um prato bem cheio. Destaco quatro deles que valem a pena serem conhecidos.

DESTINATION TRUTH
Terças às 21h
Quartas às 14h
Sextas às 12h

FACT OR FAKED
Terças às 20h
Quartas às 00h e às 13h
Sábados às 11h

GHOST HUNTERS
Terças às 22h
Quartas às 11h

GHOST HUNTERS INTERNATIONAL
Terças às 19h
Quartas às 12h

Cada um destes programas tem uma peculiaridade, o que o transforma em algo bem interessante para os telespectadores. Para céticos pode ser um escândalo, por recorrerem frequentemente a sessões de EVP (fenômeno da voz eletrônica). Se você é cético demais, deixe a razão extrema de lado e divirta-se!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Viajante do tempo no Canadá (?!)

Pois é, nas últimas semanas várias pessoas comentaram esta fotografia abaixo, tirada no final dos anos 1930, no Canadá, durante a inauguração de uma ponte em South Fork. O detalhe impressionaria: um rapaz segurando uma câmera portátil, com roupas e óculos modernos. Realmente, é de chocar!


Esta foto, lembrando, não é nenhuma montagem de Photoshop. Ela está em um pequeno museu da localidade e no início da década de 2000. Um site chegou a fazer uma brincadeira: "O que um viajante do tempo estaria fazendo no meio do nada absoluto do Canadá?". Realmente, faz sentindo. O fato é que em 2004 repararam neste moço e, então, a fotografia ganhou o mundo.

É fato, e não uma farsa! Isso mesmo. Mas não significa que a gente vá ter contatos com homens de 2051. Vamos por partes, ok?

1. O rapaz está no meio de pessoas já em idade avançada, então sua indumentária se destaca naturalmente dos demais.

2. Esses óculos já estavam na moda desde 1935. Veja abaixo a foto da atriz Barbara Stanwyck em 1944. Moderninhos, não? Pois é. Não há demais neles.


3. Já o casaco com a letra poderia ser encontrado no mercado desde o início da década de 1930, uma vez que os times de baseball, hóquei e futebol americano já eram bem populares. Veja abaixo um casaco de lã de 1934, dos EUA. Isso diminui mais ainda a teoria da conspiração de que homens do futuro estariam nos visitando.



4. Finalmente, a câmera. Não há o menor anacronismo nela. A Kodak já estava fabricando as primeiras portáteis naquela época, e que auxiliaram muito o trabalho do jornalismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Veja abaixo o modelo que o "viajante do tempo" porta em mãos:


Ou seja, podemos dizer que não é bem um fato, muito menos uma farsa. Trata-se apenas de um tremendo erro de identidade, o que ganhou o mundo através dos emails de boatarias. Viva a pesquisa!